Eu gosto de video-games. Tenho preferência pelos clássicos, mas isto não significa que menosprezo os
mais recentes. Divirto-me com Allejo e Mario, mas gosto também de Winning Eleven e GTA. Acho, inclusive, que os jogos já fazem parte da nossa cultura.
Um video-game que não entendo completamente é o Nintendo Wii. A primeiro momento até parece bem divertido, mas, na verdade, não é uma contradição da idéia de um game? A idéia de um jogo virtual é você ter a possibilidade de fazer coisas que jamais seria capaz na realidade. Seja jogar futebol com um grande time, vencer tartarugas para salvar uma princesa ou até coletar pequenos monstros para fazê-los lutar entre si.
Em alguns momentos no Wii você realmente faz algumas coisas incríveis (nunca joguei Mario Kart neste console, mas não vejo a hora de ter a oportunidade), mas alguns dos jogos mais populares não fazem isso. Vejo pessoas com o controle Nintendo na mao e jogando tênis, arco e flecha, boliche… O mais estranho é o Wii Fit, em que a pessoa pratica exercícios físicos e realmente se cansa.
Não seria melhor, ao invés de ver sua perícia esportiva na telinha, simplesmente fazer na realidade? Que tal jogar tênis mesmo? Ou então sair de casa e fazer exercícios? Há quanto tempo que você não corre? E quando digo correr, não significa ir à esteira da academia. Alguns dos melhores prazeres advém da atividade física e é o tipo de coisa que jogo virtual nenhum é capaz de proporcionar. E deixe as fantasias e as façanhas incríveis para os video-games.

Encontrei na prateleira de uma farmácia um tubo de desodorante da marca Adidas. Estranhei, já que sempre estive acostumado a ver as três listras da empresa impressas em roupas e acessórios esportivos. Um cosmético como aquele não pode ser considerado um produto esportivo, já que é de uso diário. Não sei números exatos (e nada me estimula a procurá-los), mas creio que a gigante alemã não deve ter prejuízo com o produto.