Virtual

Publicado junho 21, 2008 por Alex Nemo
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Eu gosto de video-games. Tenho preferência pelos clássicos, mas isto não significa que menosprezo os mais recentes. Divirto-me com Allejo e Mario, mas gosto também de Winning Eleven e GTA. Acho, inclusive, que os jogos já fazem parte da nossa cultura.

Um video-game que não entendo completamente é o Nintendo Wii. A primeiro momento até parece bem divertido, mas, na verdade, não é uma contradição da idéia de um game? A idéia de um jogo virtual é você ter a possibilidade de fazer coisas que jamais seria capaz na realidade. Seja jogar futebol com um grande time, vencer tartarugas para salvar uma princesa ou até coletar pequenos monstros para fazê-los lutar entre si.

Em alguns momentos no Wii você realmente faz algumas coisas incríveis (nunca joguei Mario Kart neste console, mas não vejo a hora de ter a oportunidade), mas alguns dos jogos mais populares não fazem isso. Vejo pessoas com o controle Nintendo na mao e jogando tênis, arco e flecha, boliche… O mais estranho é o Wii Fit, em que a pessoa pratica exercícios físicos e realmente se cansa.

Não seria melhor, ao invés de ver sua perícia esportiva na telinha, simplesmente fazer na realidade? Que tal jogar tênis mesmo? Ou então sair de casa e fazer exercícios? Há quanto tempo que você não corre? E quando digo correr, não significa ir à esteira da academia. Alguns dos melhores prazeres advém da atividade física e é o tipo de coisa que jogo virtual nenhum é capaz de proporcionar. E deixe as fantasias e as façanhas incríveis para os video-games.

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Eu sei trocar um pneu

Publicado junho 8, 2008 por Alex Nemo
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A afirmação do título é verdadeira. Imagino, leitor, que você deva estar pensando algo como “legal, campeão. Troféu joinha para você!”. Mas, na verdade, o número de jovens da minha faixa etária (vinte e poucos anos) e da classe média não tem idéia de como agir com uma chave de roda e um macaco.

Aprendi a trocar um pneu quando era pequeno, com meu pai. Desde então se precisei fazer o procedimento duas vezes foi muito, mas ainda sim, lembro bem como fazê-lo. Este é o tipo de coisa elementar para qualquer um que dirija um carro, possuindo ou não.

Quando eu estava no colegial fiz uma pesquisa entre meus colegas em relação a quem sabia trocar um pneu. Em uma classe de 37 jovens com seus 17, 18 anos, apenas três (eu incluso) sabiam. Mas o que esses 37 jovens sabiam (ou ao menos deveriam saber)? Como fazer cálculos de vetores, como determinar a probabilidade de um bebê nascer albino, o que é um alcano.

Na escola – especialmente no colegial – os estudantes aprendem muitas coisas inúteis, principalmente nas matérias exatas. É o tipo de coisa que decoram tempo suficiente para fazer a prova, chutam no vestibular e esquecem por completo depois. Eu, pouco mais de três anos após me formar no Ensino Médio, não lembro nada hidrocarbonetos ou desenho geométrico.

Enquanto estes jovens memorizam estas coisas inúteis que vão esquecer, não sabem uma coisa tão simples e primária como trocar um pneu. Não é apenas uma questão de não ser refém do serviço de seu seguro de carro ou de algum borracheiro que surgir, é ser capaz de sobreviver e ter conhecimento prático.

Cito alguns outros exemplos. Quantos não sabem preparar um arroz, costurar um botão, consertar um equipamento eletrônico, consultar um mapa e traçar uma rota que pretende seguir. Coisas simples e realmente importantes para viver.

Não estou dizendo que as escolas precisam ter carros com pneus murchos para serem trocados, mas sim que o tempo dos alunos é gasto com coisas inúteis demais, sendo que não estão sendo preparados para a vida. E não deveria ser esta a função da escola?

Smells like Adidas

Publicado junho 4, 2008 por Alex Nemo
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Encontrei na prateleira de uma farmácia um tubo de desodorante da marca Adidas. Estranhei, já que sempre estive acostumado a ver as três listras da empresa impressas em roupas e acessórios esportivos. Um cosmético como aquele não pode ser considerado um produto esportivo, já que é de uso diário. Não sei números exatos (e nada me estimula a procurá-los), mas creio que a gigante alemã não deve ter prejuízo com o produto.

Será que aquele desodorante dura mais que os outros? Tem um perfume mais agradável do que um Axe ou Rexona? Creio que não. Quando a Adidas foi criada, a idéia era produzir equipamentos de qualidade a esportistas. Com um mercado feroz, o marketing passou a associar os produtos da marca (assim como a Nike, a Puma, a Umbro, a Reebok, a Asics…) a uma grandeza de espírito e força fora do comum, para que a pessoa comum que usasse um agasalho ou um tênis sentisse-se melhor.

Fico a imaginar se alguém que compra o desodorante Adidas pensa que irá ter o perfume de Kaká, David Beckham ou Michael Ballack. Nunca cheguei perto dos três, mas imagino que estes jogadores patrocinados pela empresa alemã não cheiram muito bem após uma partida de futebol.

A pessoa que consome um produto como este cosmético o faz pelo fetiche imposto pela marca. Este fenômeno, tão celebrado pelos publicitários, é algo que lamento.

Ter três listras impressas não deveria fazer uma pessoa consumir algo. Não vai ser andar com o perfume Adidas, acompanhado por agasalhos, calças, bonés, relógios, meias e calçados que a pessoa conseguirá ser alguém melhor. Você pode tatuar o símbolo da empresa na testa que não será feliz, somente será mais um enganado.

Mas não pretendo ser hipócrita. Já comprei, sim, roupas e produtos baseado na marca. Ainda tenho casaco e par de calças Adidas, agasalho Timberland e pares de tênis Nike e Asics. Hoje fico feliz de não repetir esse tipo bobagem. A questão não é deixar de comprar produtos com marca, e sim fazê-lo independente de quem o produziu.

Citação para começar bem o mês

Publicado junho 1, 2008 por Alex Nemo
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“You are wrong if you think Joy emanates only or principally from human relationships. God has placed it all around us. It is in everything and anything we might experience. We just have to have the courage to turn against our habitual lifestyle and engage in unconventional living.”

Chris McCandless, 1992

Uma questão de idade

Publicado maio 31, 2008 por Alex Nemo
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Tenho vinte e poucos anos, uma idade que para muitos é jovem demais para morrer e velho demais para viver. Já passei pela absurda fase em que preciso determinar o rumo de minha vida aos 17 anos. Com esta idade, assim como uma boa parte de garotos (e garotas), fui obrigado a decidir qual profissão seguir. É brutal esperar que todos sejam capazes de saber o que pretender fazer com suas vidas tão jovens. Não há maturidade o suficiente. Hoje, ainda não sei qual carreira que terei, mas felizmente não me importo com isso. Mas isto é outra história.

Chega o vestibular. Uma prova estúpida em que você precisa mostrar que acumulou informações inúteis e que, passando o teste, nunca mais utilizará em sua vida. Você responde questões de física, química, desenho geométrico, ainda que queira seguir direito. E se você não conseguir acertar o volume daquele tronco de pirâmide? Azar seu, amigão. Seu caminho é o cursinho, onde você não tem outra escolha a não ser decorar este tipo de bobagem.

Então, você passa no vestibular! Os anos universitários são bons, não nego, afinal você está aprendendo algo com que se identifica, pelo menos parcialmente. Mas isto é o que ocorre dentro das paredes da faculdade, já que não basta estudar, já é hora de procurar seu estágio. E você consegue. Parabéns!

A partir de agora, é preciso se manter em um emprego. Não se esqueça de que as responsabilidades vão cair em cima de você, que precisa do dinheiro para pagar seu estudo, casa, carro, roupas, televisores, internet, mp3, celular, iPod, iPhone. E, após terminar a faculdade, seu trabalho é você. Ficar sem emprego é permanecer sem a renda necessária para manter este estilo de vida. Então você trabalha. E trabalhar até sua aposentadoria. Neste momento, já idoso, não há muito mais que possa fazer com seu tempo.

Parabéns, sua vida acabou e você nem ao menos viveu. Esteve preocupado demais em aprender conhecimento sem uso prático para conseguir um emprego tedioso em que você conseguiria seu dinheiro para manter coisas de que não precisa. E tudo isto baseado em uma escolha feita aos 17 anos.

Apresentação

Publicado maio 31, 2008 por Alex Nemo
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Uma apresentação, então.